Posts Tagged ‘Educação’

Divulgado o ranking das melhores instituições no ensino a distância (EAD), segundo a avaliação dos estudantes

Portado em Debates por admin – 93 Comments

A falta de agilidade na comunicação entre instituições de ensino superior e estudantes é a maior queixa dos alunos de Educação a Distância do Brasil. O dado consta em um ranking preparado pela ABE-EAD (Associação Brasileira dos Estudantes de Educação a Distância), que ouviu 15.012 estudantes de 58 faculdades e centros universitários que ofertam ensino a distância no país.

Entre os quesitos que os alunos avaliaram, estão a qualidade dos cursos, o material das aulas, o sentimento de aprendizado e a velocidade dos professores para responder aos estudantes – sobre dúvidas, esclarecimentos e informações. E é aí que está o maior problema. “Muitos estudantes demoram a ter suas dúvidas atendidas pelas IES (Instituições de Ensino Superior), e essa é uma das maiores dificuldades que esse sistema ainda enfrenta”, aponta o presidente da ABE-EAD, Ricardo Holz.

Para Holz, apesar de alguns entraves, as instituições, em geral, têm melhorado a qualidade de seu ensino. “Existe um grande esforço convergente entre IES e entidades representativas para que a metodologia funcione ao seu extremo e leve com qualidade cursos para todo o país, o que resultará com o tempo no reconhecimento da EAD no Brasil”, avalia.

Para o presidente da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), Fredric Michael, a pesquisa realizada pela associação dos estudantes tem credibilidade e aponta uma das demandas para as quais as instituições devem estar mais antenadas. “Antigamente, bastava oferecer um bom conteúdo que tudo estava resolvido. Hoje, é condição fundamental para sucesso do ensino que o conteúdo venha acompanhado do devido suporte ao aluno”, explica.

Como escolher?

Os valores de mensalidades também são bastante diferentes entre as instituições – há escolas que cobram menos de R$ 130 por mês, enquanto FGV e AIEC (as primeiras no ranking) praticam preços próximos de R$ 550 na graduação.

Ao selecionar a instituição de ensino, Michael orienta os potenciais alunos a avaliarem a reputação da instituição, conhecer a qualificação do tutor (que vai sanar dúvidas e atender as demandas dos alunos) e pesquisar grades curriculares. “Um bom curso de graduação a distância tem o seu preço, tanto para manter servidor quanto para custear material de qualidade e tutores com experiência e conhecimento”, analisa o presidente da Abed.

Apesar de destacarem a existência de instituições sem o devido cuidado com a estruturação do ensino e as relações com os alunos, ambos representantes do setor reforçam o nível de qualidade alcançado por algumas instituições. “A maioria das instituições está aperfeiçoando e corrigindo seus métodos e a qualidade está melhorando muito”, diz Holz. O presidente de Abed corrobora: “Algumas instituições mostraram que é possível proporcionar altos níveis de aprendizado e estão servindo como referência na área”.

Confira abaixo a lista com o ranking:

Fonte: Economia UOL



Ensino à distância oferece grandes oportunidades para quem mora em áreas rurais

Portado em Artigos, Cursos por admin – 50 Comments

O ensino à distância tornou-se uma solução para grande parte dos brasileiros, pela sua praticidade e flexibilidades no tempo. Alunos de todo o Brasil fazem cursos, obtém certificações, graduações e até MBA à distância. Os alunos que vivem no campo ou em cidades mais distantes, o EAD se tornou um grande aliado na busca por conhecimento e melhorias na área profissional, visando boas oportunidades no mercado.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), pelo menos um milhão de brasileiros estão matriculados em cursos à distância credenciados pelo ministério, que só em 2010, certificou outros 208 cursos desta modalidade.

Ensino à distância no campo

Já consagrado em graduações e pós-graduações, o ensino à distância também é uma grande opção para os moradores do campo e de cidades mais distantes, um grande exemplo é o Serviço de Aprendizagem Rural (Senar), que em uma iniciativa inédita, resolveu subsidiar cursos de educação à distância para investir na qualificação do trabalhador rural brasileiro.

Para isso, foi criado o EAD Senar, que oferece cerca de 30 cursos técnicos à distância para todos os brasileiros, e o custo fica por conta do Senar. A população não paga nada e ainda sai com o certificado de um dos mais importantes centros de qualificação rural do Brasil.

Os cursos são das mais variadas modalidades, como o de Introdução à internet, Meio Ambiente e Empreendedorismo e Gestão de Negócios, todos gratuitos, criados com o objetivo de preparar o aluno para buscar melhores oportunidades de trabalho, seja na lavoura, como também na cidade.

De acordo com o índice divulgado pelo Censo EAD referentes ao ano de 2008, existem 2.648.031 matriculados nessa modalidade de ensino no país. Ao todo, são oferecidos 1.752 cursos, entre credenciados e livres. A maior parte dos alunos se encontra em uma faixa dos 30 aos 34 anos de idade.

Para mais informações acesso o site eadsenar.canaldoprodutor.com.br.



Senado discute mudanças em ensino a distância

Portado em Debates por admin – Be the first to comment

O Plenário do Senado aprovou, na última semana, em primeira votação, projeto de lei que obriga os alunos de cursos à distância a realizarem avaliações presenciais. A medida ainda será avaliada em votação suplementar para, depois, seguir para análise da Câmara dos Deputados. O caminho para se tornar lei ainda é longo, mas a medida já gera questionamentos sobre essa modalidade de ensino e pode provocar algumas alterações, embora poucas, na avaliação de representantes do segmento.

Eles acreditam que, com a aprovação da medida, pode haver uma mudança na imagem dos cursos de EAD (Ensino a Distância). Apenas isso. “O projeto de lei altera pouco o que já acontece na graduação a distância”, afirma o fundador da Associação dos Estudantes de EAD, Ricardo Holz. Ele explica que, hoje, os cursos à distância já obrigam seus alunos a freqüentarem algumas aulas in loco, bem como determinam a realização presencial de provas e outras atividades.

“No Brasil, ainda temos uma cultura presencial e entendemos que o estudante brasileiro já vai até a instituição, até para uma maior interação com outros alunos e com professores”, acredita Holz. “Ainda não temos uma cultura de fazer avaliações via internet”, completa o diretor de Educação a Distância do Sistema COC, Jeferson Fagundes. De acordo com ele, na maioria das instituições que oferecem cursos a distância, as avaliações presenciais têm peso maior na avaliação geral, de cerca de 60%.

Além do fator cultural, também há um fator legal que determina esse comportamento. O decreto que regulamenta o EAD (5.622/05) já obriga os estudantes a fazerem avaliações presenciais, bem como estágios obrigatórios, quando previstos, além da defesa de trabalhos de conclusão de curso e atividades relacionadas a laboratórios de ensino.

“Caso aprovada sem nenhuma alteração, a proposta deixará mais claro o que já é praticado no segmento educacional que atua na modalidade a distância”, completa o diretor-adjunto do Centro de Educação a Distância da Universidade Anhanguera, Luciano Sathler. “O projeto apenas solidifica o que já vigora. Em termos práticos, não muda nada”, diz Sathler, que também é representante da Associação Brasileira de Educação a Distância.

Por que o projeto prevê o que já existe?

A proposta em tramitação no Congresso Nacional pretende apenas assegurar que o que está previsto no Decreto de fato se cumpra. A ideia é tornar o Decreto parte da lei de diretrizes e bases para a educação. Para Sathler, mesmo tendo apenas esse intuito, a medida ajudará a fortalecer a imagem dos cursos a distância. E também poderá trazer impactos na demanda e oferta dos cursos. “Tanto a regulação como a legislação podem ampliar a possibilidade de oferta”, acredita. Para ele, tal ampliação também decorre das mudanças sociais. “As novas gerações vão exigir uma outra escola. Termos uma geração de alunos que têm capacidade de utilizar essas tecnologias”, completa o professor.

Holz, da Associação dos Estudantes, não vê aspectos positivos nesse tipo de iniciativa. “Esse projeto de lei não vai alterar a realidade, porque a sociedade não tem acesso a esse tipo de conteúdo”, avalia ele, que vai mais longe: “Portarias e leis são reflexos do pensamento da sociedade. São provas da discriminação com os alunos de EAD”, afirma. Para ele, o fato de existir um projeto obrigando a realização de atividades presenciais dá a impressão de que não existiam regras para tanto antes da medida.

O professor Fagundes não vê a existência do projeto dessa forma. “Altera a imagem do EAD para melhor”, afirma. “As mudanças não vão influenciar a metodologia do curso a distância, que é baseada em repasse de conhecimento”, explica. O diretor de Educação a Distância do Sistema COC reforça que em muitos cursos não são necessárias atividades presenciais.

EAD necessita de mudanças

Com ou sem lei, o sistema de EAD no Brasil precisa passar por diversas alterações, na avaliação dos especialistas consultados. “Temos problemas sim, como todo o sistema de ensino”, reforça Holz, da Associação dos Estudantes de EAD.

Para a estudante de ensino a distância Danielle Bambace, de 23 anos, a plataforma utilizada pela instituição que oferece o curso a distância que ela faz é o principal problema. “As plataformas poderiam ser melhoradas, pois parecem que elas não acompanham as inovações da internet”, afirma.

Danielle faz um curso de pós-graduação em Educação Ambiental no Senac-Rio e confessa que de início não confiava nessa modalidade de ensino. “A minha mãe precisou fazer um curso a distância e me indicou. Como eu não podia ficar mais tempo parada e não tinha tempo para fazer um curso presencial, arrisquei”, conta. “Estou gostando e aprendendo e me sinto mais estimulada do que ficaria se o curso fosse presencial”.

Danielle arriscou, mas nem todo mundo faz isso. “Ainda existe uma cultura de que o EAD não funciona”, explica Holz. “Esse preconceito existe, mas está diminuindo e a tendência é de ser cada vez menor”, lembra Sathler. “O EAD passa pelos mesmos desafios que a educação presencial”, ressalta. E Holz lista uma série deles, como a melhora do relacionamento entre as instituições e os estudantes. “Temos muita reclamação sobre a demora do retorno que as universidades dão às demandas dos alunos”, diz.

Mas Holz também lista os pontos positivos do sistema, como a flexibilidade que essa modalidade de ensino concede aos estudantes e mensalidades mais baixas. “Alguns cursos chegam a ser 50% mais baratos que o mesmo curso presencial na mesma instituição”, reforça.

Em prol de um Plano Nacional

Para permitir todas as mudanças que o EAD necessita, os especialistas ouvidos defendem um Plano Nacional de Ensino a Distância. “A legislação hoje é falha e isso gera uma insegurança jurídica muito grande”, afirma Holz. “Tem de haver uma matriz curricular quase que unificada, com regras que devem ser seguidas por todos, tanto instituições particulares, como públicas”, acrescenta Fagundes.

O professor defende uma reforma universitária que contemple todas as modalidades de ensino. “Dessa forma, podemos garantir uma qualidade maior do ensino”, afirma Fagundes.

Fonte: UOL



Opção pelo EAD no Brasil derruba distâncias

Portado em Artigos, Publicações por admin – 1 Comment

Por Débora Thome, da Revista Dirigida (maio/2010)

Presidente da Associação da Cadeia Produtiva de Educação a Distância aponta os fatores que explicam o avanço da modalidade no país

A EAD, segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), foi utilizada por 2,6 milhões de brasileiros em 2008. Em diversos países desenvolvidos, como no Canadá, Estados Unidos, Austrália, Inglaterra e Espanha, a modalidade faz um enorme sucesso. Seria estranho que no Brasil fosse diferente. A explicação, segundo Carlos Alberto Chiarelli, presidente da Aced (Associação da Cadeia Produtiva de Educação a Distância), é simples. “Se em países com territórios mínimos a EAD é a grande aposta, imaginem em nosso país, que possui uma dimensão enorme, o que dificulta o acesso às aulas presenciais àqueles que vivem em cidades mais distantes”, disse.

É preciso entender ainda, na opinião do ex-ministro da Educação, que nenhuma modalidade é melhor ou pior: elas são apenas diferentes e têm um único propósito, que é levar a educação a todos. “E o Ensino a Distância tem alcançado este fim. Acredito que a qualidade dos materiais e dos professores contratados para a EAD supera qualquer dúvida a respeito desse método”, disse Chiarelli. Para o educador, quanto mais acesso ao ensino, mais cidadãos se tornarão conscientes e ativos na sociedade. “O momento, a partir de agora, é de união e não de dúvidas. A educação a distância é válida e primordial para o país e é também, com certeza, uma grande aposta atual e, seguramente, para o futuro”, disse Chiarelli, que ainda defendeu a modalidade, resumidamente, em três pontos- chave.

Por que EAD?

“Pela facilidade e excelência de seu método. Atualmente, o Brasil possui apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos cursando o ensino superior. É um índice pequeno se compararmos com o Chile e a Argentina, onde cerca de 40% dos jovens nessa faixa etária ingressam na universidade. Isso sem mencionar a evasão escolar, a falta de estímulo para o professor, as condições precárias das salas de aula e o difícil acesso à educação. O Brasil já beira os três milhões de matriculados em cursos a distância. Isto significa que a EAD é um forte instrumento de democratização. Estes são os maiores diferenciais do método: poder estudar na hora que for mais conveniente, por um valor acessível, tendo todo o apoio da instituição escolhida, com materiais de altíssima qualidade.”

Verdade
“Diferentemente do que muitas pessoas pensam, realizar um curso a distância não é fácil e exige maior interesse e disciplina por parte do aluno. Apesar de oferecer maior flexibilidade do que um curso presencial, a EAD exige maior esforço estudante, por ter que ser ele o próprio regente do estudo. A flexibilidade oferecida é ideal para pessoas que têm que trabalhar, não possuem tempo de assistir às aulas tradicionais e têm motivação para progredir profissionalmente. Além disso, a EAD é capaz de levar aos lugares mais remotos o acesso à educação, bem como produz materiais consistentes para a formação dos alunos. Polos com tutores preparados para receber os estudantes, professores online e acesso irrestrito para a retirada de dúvidas são apenas algumas das ferramentas utilizadas. Há muita interação com o aluno, mas não na forma tradicional somente.”

Mito

“O maior mito é a questão da validade do diploma. Os cursos a distância, desde que reconhecidos e autorizados pelo Ministério da Educação (MEC), têm plena validade para todos os fins legais. Ou seja, desde que o aluno escolha uma instituição autorizada, o diploma deve gerar os mesmos efeitos de um curso realizado em uma instituição qualquer pelos métodos tradicionais, isto é, presenciais, sem nenhuma vedação.”



Os idosos e a educação a distância

Portado em Artigos, Publicações por admin – Be the first to comment

Confira na íntegra e excelente reportagem da edição nº 9, da Revista Dirigida.

Apesar de terem um perfil ideal de adaptação à educação a distância, idosos ainda estão esquecidos quando do planejamento de oferta de cursos na modalidade

Ainda não existem estudos que indiquem quais são as hipóteses corretas. Mas alguns já dão conta que o uso da internet pode ajudar a superar depressão, desamparo e solidão, todos de incidência relativamente comum a idosos. O que é interessante é que a população idosa, na sociedade brasileira, não tem sido prestigiada como público, quando se trata de educação a distância.

Masako Masuda, atual presidente da Fundação Cecierj (Centro de Ciências do Estado do Rio de Janeiro), que abrange o Consórcio Cederj (Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro), dá como exemplo de mudança de perfil a própria história. Professora desde 1970, Masako teve seu primeiro contato com a educação a distância em 2002, “já sexagenária”, como fez questão de frisar, e atua na área desde 2002.

Apesar de não conhecer qualquer levantamento específico sobre faixas etárias na EAD, a professora Masako confirmou a suspeita de que a modalidade costuma, sim, atrair um público mais velho. “Geralmente, nossos alunos (do Cederj) estão acima dos 30 anos de idade e já atuam no mercado de trabalho, embora em alguns casos seja a primeira graduação.”

Pela sua experiência na área, Masako Masuda acredita que a EAD pode e deve ser mais explorada e direcionada a pessoas de idade mais avançada. Na sua opinião, pessoas mais maduras, já aposentadas ou próximas da terceira idade, têm o perfil ideal para se adaptar com maior facilidade à modalidade de ensino, a despeito da prática e habilidade de lidar com as novas tecnologias. “É mais fácil aprender a lidar com o computador do que adquirir disciplina e disposição, fatores fundamentais para ingressar com tranquilidade em qualquer curso de EAD”, disse a presidente da Fundação Cecierj/Consórcio Cederj.

O idoso não deve ser excluído do EAD

Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, considera-se idoso quem completa 60 anos. Nos países desenvolvidos, a idade sobe para 65 anos.

Como cresceu a expectativa de vida dos indivíduos, consequentemente, aumentou também seu período produtivo, esteja ele inserido no mercado formal ou não. Envelhecer pressupõe alterações físicas, psicológicas e sociais no indivíduo. Tais alterações são naturais e gradativas — a alimentação adequada, a prática de exercícios físicos, a exposição moderada ao sol, o controle do estresse, o apoio psicológico, atitudes positivas perante a vida e a estimulação mental, são alguns fatores que podem retardar os efeitos da passagem do tempo.

Nesse último quesito, a EAD poderia ter um papel fundamental a cumprir. Em sua tese de mestrado, o professor José Carlos Belo Rodrigues Jr., que atua no Núcleo de Tecnologias da Educação da Universidade Estadual do Maranhão, abordou essa questão: “Idosos com dificuldades de locomoção adquirem nova mobilidade graças à teleparticipação, uma vez que podem acompanhar de forma virtual reuniões, aulas e fóruns de discussão”.



Segundo especialistas, Modelo a distância é pouco explorado

Portado em Debates por admin – 1 Comment

O número de pessoas com deficiência no ensino superior a distância também cresceu. Somente entre 2007 e 2008, o aumento nas graduações foi de 340%. Hoje, 603 portadores de necessidades especiais estão cursando a faculdade nessa modalidade de ensino. Eles representam 0,08% das matrículas em ensino a distância (EAD) no Brasil.

Apesar do crescimento, especialistas afirmam que os números ainda são ínfimos para o potencial desse tipo de educação. Para o presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), Fredric Litto, o País ainda caminha lentamente. “Mas o aluno deve ter autonomia, afinco e dedicação aos estudos”, ressalta.

A escassa divulgação da EAD entre os portadores de necessidades especiais, segundo os especialistas, também é outro entrave para o desenvolvimento da modalidade. Para o secretário de Educação a Distância do Ministério da Educação, Carlos Eduardo Bielschowsky, não falta divulgação, mas sim informações sobre o tema. Ele diz que a possibilidade de cursar EAD não significa que a pessoa com deficiência não possa frequentar um curso presencial.

Para o coordenador do Laboratório de EAD da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Fernando Spanhol, a tecnologia a distância rompe as barreiras físicas. “Os recursos existem e as instituições devem se preparar, desenvolvendo dispositivos específicos para cada deficiência.”

O ensino a distância já é visto por alguns educadores como a solução para qualificar pessoas com deficiência para o mercado de trabalho. “As empresas querem cumprir a cota, mas não encontram profissionais para contratar”, afirma o ex-ministro da Educação Carlos Alberto Chiarelli, que preside a Associação da Cadeia Produtiva de Educação a Distância (Aced). Dados do Ministério do Trabalho indicam que existem hoje 323,2 mil pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal – o que significa 1% do total de empregos.

Para Tiago Ortega, de 20 anos, que enxerga apenas com o olho esquerdo, o ensino a distância pode ser uma oportunidade de cursar a graduação. Ele havia interrompido o ensino médio para trabalhar e, agora, cursa uma espécie de supletivo a distância em Curitiba para finalizar os estudos. Para estudar em casa, Tiago usa o computador e um MP4. “Com isso, eu passei a sonhar a fazer uma faculdade de Administração ou de Teologia”, conta.

Créditos / Fonte: Mariana Mandelli – O Estadao de S.Paulo



Professores da rede pública podem adotar recursos de mídia

Portado em Cursos, Tecnologia por admin – Be the first to comment

Professores da rede pública podem adotar recursos de mídiaProfessores da rede pública de ensino de todo o país podem se capacitar para o uso pedagógico de tecnologias da informação e da comunicação – TV, vídeo, informática, rádio e impressos – por meio do programa Mídias na Educação.

O programa é uma realização da Secretaria de Educação a Distância (Seed) do Ministério da Educação, em parceria com secretarias de educação e universidades públicas. As aulas são online, por meio do ambiente virtual e-Proinfo.

Além de oferecer cursos de formação continuada voltados para o uso pedagógico das diferentes tecnologias da informação e da comunicação, de forma integrada ao processo de ensino e aprendizagem, o curso prepara professores para utilizar as ferramentas encontradas no Portal do Professor.

“Queremos que o professor se aproprie de tecnologias como rádio, TV, vídeos e computador e seja capaz de utilizá-las crítica e criativamente na sala de aula”, justifica a coordenadora-geral de formação e capacitação em Ensino a Distância (EAD) da Seed, Simone Medeiros.

Ciclos do curso

O curso é dividido em três ciclos de estudo. O ciclo básico, com 120 horas de duração, dá direito a certificado de extensão e tem como pré-requisito a formação de nível médio. Para o ciclo intermediário, com 60 horas, que oferece certificado de aperfeiçoamento e o avançado, com 180 horas, que concede certificado de especialização, é necessário que o professor tenha curso superior.

Criado em 2005, como experiência piloto, o Mídias na Educação atendeu 69.300 professores até 2008. Para 2009, a meta é atingir 60.488 professores: 27.260 no ciclo básico, 25.394 no ciclo intermediário e 7.734 no ciclo avançado.

A oferta de cursos é organizada em função da demanda do Plano de Ações Articuladas (PAR), que estabelece metas e indicadores de qualidade para o melhor desempenho da educação básica no país. Os dados da demanda apresentada pelo PAR são cruzados com a demanda apresentada pela coordenação estadual do programa, integrada por representantes da universidade, da secretaria estadual de educação e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) estadual.

Outra opção de curso será oferecida, a partir deste ano, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ) em parceria com a Seed, como ação do Proinfo Integrado. É o curso de Tecnologias na Educação, com 400 horas de duração e nível de especialização. As aulas são voltadas, preferencialmente, ao atendimento de formadores da rede da TV Escola, do Proinfo Integrado, do Mídias na Educação e do Proinfantil, mas vão atender também professores e gestores escolares.

“Com isso queremos fortalecer a formação dos formadores e, indiretamente, qualificar o processo, melhorando a qualidade da educação na escola”, adianta Simone Medeiros. Cada estado brasileiro tem direito a 220 vagas, sendo 110 para educadores da rede estadual e 110 para os das redes municipais.

Fonte: MEC