Curso de Gerência de Projetos a distancia no SENAC-SP

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O curso de extensão em Gerência de Projetos do SENAC SP oferece aos participante aprofundamento dos conceitos pertinentes às boas práticas preconizadas pelo Project Management Institute – PMI® no gerenciamento de qualidade, dentro de uma abordagem de análise de estudos de caso, desenvolvimento de exercícios e criação de um plano de projeto. A carga horária do curso é de 24h no método à distância (EAD).

Programa do curso

1. Definições gerais
O que são projetos?
O que é qualidade?
O que é o gerenciamento de qualidade em projetos?

2. Processos de gerenciamento de qualidade do projeto
Realização do planejamento da qualidade
Realização da garantia da qualidade
Realização do controle da qualidade

O Senac São Paulo é reconhecido pelo Project Management Institute (PMI®), líder mundial em Gerenciamento de Projetos, como uma instituição REP® – Registered Education Provider. Este reconhecimento qualifica o Senac a ministrar cursos alinhados com as necessidades de desenvolvimento profissional utilizando-se a linha metodológica do PMI®.

Para mais informações e inscrição, clique aqui.


Cursos Online com Certificado - Cursos 24 Horas
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MBA à distância na Universidade Gama Filho (UGF)

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A Universidade Gama Filho (UGF) está com inscrições abertas em MBA à distância nos seguintes cursos:

MBA EM GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS (Pós-Graduação)

Carga Horária:
420h (400h a Distância + 20h Presenciais)

Disciplinas/Conteúdos:
Marketing
Gestão Estratégica
Economia e Finanças para Gestores
Liderança e Comportamento Organizacional
Empreendedorismo e Inovação
Gestão da Remuneração
Gestão de Projetos em RH
Desenvolvimento e Avaliação de Competências
Gestão do Conhecimento
Gestão de Programas de Responsabilidade Social e de Qualidade de Vida
Endomarketing e Consultoria Interna
Metodologia Científica
Técnicas de Apresentação
Cases e Palestras

MBA EXECUTIVO EM FINANÇAS CORPORATIVAS (Pós-Graduação)

Carga horária:
460h (440h a Distância + 20h Presenciais)

Disciplinas/Conteúdos:
Empreendedorismo Público e Privado
Ética Empresarial e Responsabilidade Social
Finanças Corporativas
Finanças e Controladoria
Gestão de Marketing
Gestão de Pessoas por Competências
Mercado de Capitais e Derivativos
Metodologia da Pesquisa e da Produção Científica
Planejamento Estratégico com Utilização do Balanced Scorecard – BSC
Planejamento Tributário
Trabalho de Conclusão de Curso – MBA

Para mais informações e inscrição, acesse o site da universidade (pos.ugf.br).


Cursos Online com Certificado - Cursos 24 Horas
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EAD Pública: Celso Costa comenta sobre as críticas da Undime e CNTE

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Dos programas oficiais de educação a distância do MEC, a Universidade Aberta do Brasil é a interface mais visível dos inúmeros instrumentos que compõem os esforços do governo federal para reverter a atual situação de baixa qualidade da Educação Básica. A UAB entra no processo para ajudar na formação e capacitação de professores da rede pública.

Para o coordenador-geral da entidade, Celso José Costa, o órgão está longe de ser a solução para o problema de valorização do magistério. Ele, no entanto, aposta na EAD como um meio eficiente e de qualidade para levar conhecimento aos futuros e atuais docentes, principalmente em regiões onde o acesso ao ensino superior é difícil.

Celso Costa é matemático e professor titular da Universidade Federal Fluminense. Com doutorado no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e pós-doutorado na Universidade de Paris VII, tem renome científico. Especialista em geometria diferencial, em 1982 descobriu equações de uma superfície mínima que atualmente leva o nome de Superfície Costa, ou Costa Surface, resolvendo um problema aberto na área 206 anos antes.

Quais os objetivos da criação da Universidade Aberta e qual seu foco principal?
Colaborar com a formação de professores inicial e continuada. É evidente que tem outros cursos também que colaboram para a questão da gestão pública, do desenvolvimento econômico regional, mas a prioridade é a formação de professores.

Quais as metas da UAB?
Ter abrangência nacional por meio de pólos de apoio ao estudante. Trabalhamos com o apoio dos pólos situados nas várias regiões brasileiras, principalmente no interior. Pretendemos implementar no Brasil, na consolidação desse projeto, cerca de 860 pólos, estrategicamente distribuídos. Sempre vai haver um pólo perto do domicílio do potencial estudante. Esse é um dos objetivos. O outro é ajudar a vencer o déficit de professores no sistema público e também no privado. Mas o foco é o sistema público. Nesse caso, temos um grande déficit a vencer, que é a questão de professores que estão trabalhando e não têm a formação adequada. Então, um dos objetivos é prioritariamente fornecer a esse professor a oportunidade de se qualificar na disciplina em que está atuando. O objetivo é colaborar para que tenhamos bons profissionais professores no mercado e ajudar o ensino presencial, pois a educação a distância não resolve os problemas sozinha.

Quantos alunos fazem atualmente curso de formação de professores na UAB?
Neste momento, temos no sistema UAB entre 35 mil e 37 mil estudantes. O sistema começou há menos de um ano. Desses, cerca de 75% estão na área de formação de professores. Estamos trabalhando até o momento com 291 pólos implementados e agora serão incorporados outros 271 pólos para a Universidade Aberta, que começarão a funcionar a partir de agosto. Com isso, está prevista a entrada de mais 40 mil estudantes, dos quais 92% são de formação de professores, porque demos prioridade máxima a essa área. E também estamos formatando cursos de gestão pública para que possamos dar uma colaboração ao Estado brasileiro nessa questão de qualificação de pessoal.

É possível avaliar a atuação dos alunos da UAB na área de formação de professores?
Os alunos estão terminando agora o 1º  semestre, sua entrada é muito recente. Mas a Universidade Aberta englobou alguns projetos que já estavam funcionando e o mais significativo que aderiu à Universidade Aberta é o projeto do Rio de Janeiro, do Cederj, um consórcio que une as universidades públicas do Estado para fazer educação a distância. É um projeto que tem o mesmo modelo de funcionamento da UAB e já tem alunos formados. Isso permite que tenhamos uma projeção do que podemos conseguir com a Universidade Aberta.

A avaliação é positiva?
Sim, porque os alunos passam em boas colocações nos concursos públicos que estão sendo realizados. Na região de Itaperuna tivemos o segundo lugar em matemática e o primeiro lugar em Cantagalo. E temos alunos que vão fazer mestrado stricto sensu, inclusive matemática financeira no Impa, o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, que é muito exigente. Então a gente sente que os alunos estão passando por uma formação forte e estão, evidentemente, tendo de estudar muito. Além disso, são proficientes em tecnologia, porque no ensino a distância o aluno tem de saber usar um ambiente institucional e tem informática interagindo com as várias disciplinas. O aluno a distância tem de se planejar para ter um bom aprendizado. O curso é muito bem estruturado, então ele tem de fazer um planejamento, em que horas do dia vai estudar, tem de ter disciplina para cumprir o planejamento, para trabalhar em cooperação com outros estudantes. Isso faz com que esse profissional tenha uma proatividade diferenciada quando vai para o mercado. A Universidade Aberta está indo por esse caminho, está seguindo as tradições que vigoravam em nosso país em termos de projetos precursores, como o Cederj e o Projeto Veredas em Minas Gerais, que formou 15 mil professores que estavam trabalhando na rede estadual.

Entidades como a Undime e a CNTE criticam a formação de professores a distância. Dizem que deveria ser usada apenas em casos excepcionais, onde não houvesse uma estrutura e a possibilidade de um curso presencial e que é mais própria para a formação continuada. Qual sua posição?
É uma crítica boa, colabora com o cuidado que a gente tem de ter no sistema. Acho que a Universidade Aberta está exatamente nos lugares onde as oportunidades não existem. Os nossos 291 pólos iniciais estão totalmente situados em regiões do interior do país, onde os profissionais em atua¬ção e jovens e adultos que estão fora do sistema não têm oportunidades. Então, vejo que essa excepcionalidade propugnada por essas associações nos preocupa também. Com o desenvolvimento do nosso projeto e com a evolução dessa metodologia, vai haver uma convergência entre ensino a distância e ensino presencial. A questão do uso da tecnologia é colocá-la a serviço de um projeto, e não à frente dele. E é evidente que se você tem uma capacidade de se comunicar com o seu estudante, se pode formar grupos de estudos, colaborar entre si e fazer perguntas a distância em vez de se deslocar, algumas vezes de madrugada, o que acontece no interior, é mais interessante. Onde não tem oportunidade, o prefeito paga um ônibus para os alunos irem de madrugada fazer cursos no fim de semana em instituições que estão longe do seu município. Será que esse tipo de ensino oferecido a esses estudantes tem qualidade? Nessa preocupação das associações a gente está antenado e, nesse momento, acho que a excepcionalidade endossa as nossas ações. Mas mais à frente certamente vamos amadurecer esse procedimento e ver se a convergência da educação a distância e a presencial vai colaborar com a solução dessa discussão. Porque a gente continua atendendo a excepcionalidade. A demanda da excepcionalidade é tão grande que nesse momento ela não preocupa.

Matéria oficialmente publicada na Revista Educação.
Fonte: UOL


Cursos Online com Certificado - Cursos 24 Horas
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Conheça os cursos de extensão da Universidade Católica de Santos (UNISANTOS)

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Os cursos de extensão da Católica UniSantos Virtual são ofertados totalmente pela Internet por meio de um ambiente virtual de aprendizagem interativo que favorece a comunicação on-line  entre professores e alunos.

Os cursos oferecem a possibilidade de enriquecimento curricular e trazem a certificação de uma Universidade reconhecida pela qualidade de ensino.
Veja abaixo os cursos oferecidos:

DIREITO DO MAR – 40 horas

Público-Alvo:
Bacharéis em Direito, Comércio Exterior, Administração e demais profissionais relacionados à área de Direito Marítimo, Aduaneiro e Portuário, bem como, alunos de graduação que estejam cursando o 9° ou o 10° semestre.

Conteúdo programático:
Direito do Mar: domínio Marítimo, jurisdição e soberania;
Amazônia Azul: soberania e jurisdição civil,penal e administrativa no Brasil;
Segurança marítima;
Regulamentação do comércio marítimo internacional.

AVARIAS MARÍTIMAS – 40 horas

Público-Alvo:
Bacharéis em Direito, Comércio Exterior, Administração e demais profissionais relacionados à área de Direito Marítimo, Aduaneiro e Portuário, bem como, alunos de graduação que estejam cursando o 9° ou o 10° semestre.

Conteúdo programático:
Definição e classificação de avarias;
Avarias simples;
Avarias grossas;
Regulação de avarias;
Avarias de cargas: claims procedures;
Legislação aplicável e competência jurisdicional;
Responsabilidades.

TEORIA GERAL DO DIREITO MARÍTIMO – 40 horas

Público-Alvo:
Bacharéis em Direito, Comércio Exterior, Administração e demais profissionais relacionados à área de Direito Marítimo, Aduaneiro e Portuário, bem como, alunos de graduação que estejam cursando o 9° ou o 10° semestre.

Conteúdo programático:
Navio;
Propriedade naval;
Armação de navios;
Empresa naval;
Sujeitos da navegação;
Auxiliares da navegação;
Transporte marítimo internacional de mercadorias;
Acidentes e fatos da navegação.

INTRODUÇÃO AO DIREITO – 40 horas

Público-Alvo:

Estudantes e profissionais interessados em obter noções de Direito.

Conteúdo programático:
Direito;
Norma;
Ordenamento Jurídico;
Ramos do Direito;
Obrigações;
Aspectos Gerais de Direito Internacional Público e Privado.

Para mais detalhes e inscrição acesse: ead.unisantos.br.


Cursos Online com Certificado - Cursos 24 Horas
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A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) terá aulas virtuais a partir de 2011

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A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) está licenciando 150 professores para dar início a ofertar no segundo semestre de 2011, parte de suas disciplinas presenciais por meio de aulas virtuais.

Na UFMS, os professores que estão em capacitação representam aproximadamente 90% dos cursos presenciais oferecidos na universidade atualmente. Até 20% do conteúdo de algumas disciplinas poderão ser ministrados por aulas virtuais – o que até então só podia acontecer dentro de sala de aula.

São os professores das disciplinas dos cursos da UFMS que ficarão responsáveis por identificar qual é a parte do conteúdo que poderá ser ministrado por meio das aulas virtuais.

A idéia é utilizar ferramentas tecnológicas para ampliar a compreensão do aluno.

Para mais detalhes acesse www.ead.ufms.br.

Fonte: Correio do Estado


Cursos Online com Certificado - Cursos 24 Horas
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Inscrições abertas para o curso de Graduação Tecnológica em Processos Gerenciais, da FGV.

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O curso – estruturado em 1.800 horas distribuídas numa matriz curricular constituída de 6 blocos curriculares semestrais – deve ser integralizado em no mínimo 3 e no máximo 6 anos.

Para mais informações e inscrição, clique aqui.


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Conheça o livro “Gestão de EAD”, de Vitor Gomes, Giovany F. Teixeira e Jocimar Fernandes

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A gestão de um curso a distância é algo bastante complexo e as decisões tomadas podem ter impacto direto sobre os resultados do curso, culminando em altas taxas de evasão e repetência.

Este livro, cujo tema é “Vivências e possibilidades a partir de um curso de Licenciatura em Informática”, se propõe a apresentar reflexões a partir do modelo de gestão de uma Licenciatura em Informática do Instituto Federal do Espírito Santo – Ifes e que obteve bons resultados já ao final do primeiro período do curso.

A autoria fica por conta de Vitor Gomes, Giovany F. Teixeira e Jocimar Fernandes.

Para comprar o livro, clique aqui.


Cursos Online com Certificado - Cursos 24 Horas
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Inscrições abertas para o curso de disseminadores de educação fiscal à distância

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A Secretaria de Estado de Fazenda está com as inscrições abertas para o 9º Curso de Disseminadores de Educação Fiscal a Distância. O curso faz parte do Programa Estadual de Educação Fiscal, realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Escola de Administração Fazendária (Esaf).

As inscrições vão até o dia 6 de agosto. Estão disponíveis 400 vagas para todo o estado. Os candidatos serão selecionados de acordo com recebimento das fichas de inscrição via e-mail, através do endereço eletrônico educacaofiscal@fazenda.ms.gov.br.

O conteúdo programático está estruturado em quatro módulos, subdivididos em: Educação Fiscal no contexto social, Estado e Sociedade, Sistema Tributário Brasileiro e Gestão Democrática dos Recursos Públicos.

O curso será desenvolvido na modalidade educação a distância, via internet, e realizado por intermédio do Centro Virtual de Treinamento da Esaf/DF.

Receberá o certificado o aluno que obtiver no mínimo 70% do aproveitamento geral e realizar todas as atividades propostas nos quatro módulos.  O certificado será de 160 horas e o aluno deverá elaborar um projeto para aplicação dos conteúdos.

Os pré-requisitos para inscrição são: ser professor de escola pública, servidores públicos, universitários e sociedade civil organizada, ter disponibilidade para participação no curso, possuir endereço eletrônico e ter acesso à internet. Outras informações no fone (67) 3316-7530 das 7h30 às 13h30.

Fonte:  Correio do Estado


Cursos Online com Certificado - Cursos 24 Horas
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Faculdade de direito à distância – AMBRA

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Pra quem tem interesse em atuar como advogado nos EUA, uma boa opção de graduação em direito à distância, é o AMBRA (American College of Brazilian Studies).

O AMBRA é uma instituição regida pelas leis do estado da Florida – Estados Unidos da América e é licenciado pela Commission for Independent Education – Florida Department of Education, licença número 4001, para se designar “College” e para oferecer o curso de Bachelor of Science in Foreign Legal Studies.

Os cursos da AMBRA são ministrados a distância, com método próprio no qual o aluno poderá estudar, esteja onde estiver, senhor do seu tempo e espaço.

AMBRA x MEC

Infelizmente, O American College of Brazilian Studies não possui qualquer vínculo com o Ministério da Educação do Brasil (MEC), ou qualquer outro organismo governamental brasileiro, portanto seu diploma é válido apenas nos EUA.

Existe um processo que é a revalidação do curso no Brasil desde que a equivalência abranja áreas congêneres, similares ou afins oferecidas no Brasil. Neste caso, a própria instituição poderá fornecer todos os detalhes.

Confira aqui o site da instituição.


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Senado discute mudanças em ensino a distância

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O Plenário do Senado aprovou, na última semana, em primeira votação, projeto de lei que obriga os alunos de cursos à distância a realizarem avaliações presenciais. A medida ainda será avaliada em votação suplementar para, depois, seguir para análise da Câmara dos Deputados. O caminho para se tornar lei ainda é longo, mas a medida já gera questionamentos sobre essa modalidade de ensino e pode provocar algumas alterações, embora poucas, na avaliação de representantes do segmento.

Eles acreditam que, com a aprovação da medida, pode haver uma mudança na imagem dos cursos de EAD (Ensino a Distância). Apenas isso. “O projeto de lei altera pouco o que já acontece na graduação a distância”, afirma o fundador da Associação dos Estudantes de EAD, Ricardo Holz. Ele explica que, hoje, os cursos à distância já obrigam seus alunos a freqüentarem algumas aulas in loco, bem como determinam a realização presencial de provas e outras atividades.

“No Brasil, ainda temos uma cultura presencial e entendemos que o estudante brasileiro já vai até a instituição, até para uma maior interação com outros alunos e com professores”, acredita Holz. “Ainda não temos uma cultura de fazer avaliações via internet”, completa o diretor de Educação a Distância do Sistema COC, Jeferson Fagundes. De acordo com ele, na maioria das instituições que oferecem cursos a distância, as avaliações presenciais têm peso maior na avaliação geral, de cerca de 60%.

Além do fator cultural, também há um fator legal que determina esse comportamento. O decreto que regulamenta o EAD (5.622/05) já obriga os estudantes a fazerem avaliações presenciais, bem como estágios obrigatórios, quando previstos, além da defesa de trabalhos de conclusão de curso e atividades relacionadas a laboratórios de ensino.

“Caso aprovada sem nenhuma alteração, a proposta deixará mais claro o que já é praticado no segmento educacional que atua na modalidade a distância”, completa o diretor-adjunto do Centro de Educação a Distância da Universidade Anhanguera, Luciano Sathler. “O projeto apenas solidifica o que já vigora. Em termos práticos, não muda nada”, diz Sathler, que também é representante da Associação Brasileira de Educação a Distância.

Por que o projeto prevê o que já existe?

A proposta em tramitação no Congresso Nacional pretende apenas assegurar que o que está previsto no Decreto de fato se cumpra. A ideia é tornar o Decreto parte da lei de diretrizes e bases para a educação. Para Sathler, mesmo tendo apenas esse intuito, a medida ajudará a fortalecer a imagem dos cursos a distância. E também poderá trazer impactos na demanda e oferta dos cursos. “Tanto a regulação como a legislação podem ampliar a possibilidade de oferta”, acredita. Para ele, tal ampliação também decorre das mudanças sociais. “As novas gerações vão exigir uma outra escola. Termos uma geração de alunos que têm capacidade de utilizar essas tecnologias”, completa o professor.

Holz, da Associação dos Estudantes, não vê aspectos positivos nesse tipo de iniciativa. “Esse projeto de lei não vai alterar a realidade, porque a sociedade não tem acesso a esse tipo de conteúdo”, avalia ele, que vai mais longe: “Portarias e leis são reflexos do pensamento da sociedade. São provas da discriminação com os alunos de EAD”, afirma. Para ele, o fato de existir um projeto obrigando a realização de atividades presenciais dá a impressão de que não existiam regras para tanto antes da medida.

O professor Fagundes não vê a existência do projeto dessa forma. “Altera a imagem do EAD para melhor”, afirma. “As mudanças não vão influenciar a metodologia do curso a distância, que é baseada em repasse de conhecimento”, explica. O diretor de Educação a Distância do Sistema COC reforça que em muitos cursos não são necessárias atividades presenciais.

EAD necessita de mudanças

Com ou sem lei, o sistema de EAD no Brasil precisa passar por diversas alterações, na avaliação dos especialistas consultados. “Temos problemas sim, como todo o sistema de ensino”, reforça Holz, da Associação dos Estudantes de EAD.

Para a estudante de ensino a distância Danielle Bambace, de 23 anos, a plataforma utilizada pela instituição que oferece o curso a distância que ela faz é o principal problema. “As plataformas poderiam ser melhoradas, pois parecem que elas não acompanham as inovações da internet”, afirma.

Danielle faz um curso de pós-graduação em Educação Ambiental no Senac-Rio e confessa que de início não confiava nessa modalidade de ensino. “A minha mãe precisou fazer um curso a distância e me indicou. Como eu não podia ficar mais tempo parada e não tinha tempo para fazer um curso presencial, arrisquei”, conta. “Estou gostando e aprendendo e me sinto mais estimulada do que ficaria se o curso fosse presencial”.

Danielle arriscou, mas nem todo mundo faz isso. “Ainda existe uma cultura de que o EAD não funciona”, explica Holz. “Esse preconceito existe, mas está diminuindo e a tendência é de ser cada vez menor”, lembra Sathler. “O EAD passa pelos mesmos desafios que a educação presencial”, ressalta. E Holz lista uma série deles, como a melhora do relacionamento entre as instituições e os estudantes. “Temos muita reclamação sobre a demora do retorno que as universidades dão às demandas dos alunos”, diz.

Mas Holz também lista os pontos positivos do sistema, como a flexibilidade que essa modalidade de ensino concede aos estudantes e mensalidades mais baixas. “Alguns cursos chegam a ser 50% mais baratos que o mesmo curso presencial na mesma instituição”, reforça.

Em prol de um Plano Nacional

Para permitir todas as mudanças que o EAD necessita, os especialistas ouvidos defendem um Plano Nacional de Ensino a Distância. “A legislação hoje é falha e isso gera uma insegurança jurídica muito grande”, afirma Holz. “Tem de haver uma matriz curricular quase que unificada, com regras que devem ser seguidas por todos, tanto instituições particulares, como públicas”, acrescenta Fagundes.

O professor defende uma reforma universitária que contemple todas as modalidades de ensino. “Dessa forma, podemos garantir uma qualidade maior do ensino”, afirma Fagundes.

Fonte: UOL


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