Archive for abril, 2010

Ensino a distância já atrai um em cada cinco novos estudantes de graduação

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Dados do Ministério da Educação mostram que um em cada cinco novos alunos de graduação no País ingressam em um curso a distância. Ou seja: cerca de 20% dos universitários já estudam entre aulas na internet e em polos presenciais. Os números indicam um rápido avanço da modalidade, ainda pouco conhecida da maioria da população.

O grande impulso para o crescimento do modelo semi-presencial – apesar do nome, aulas totalmente a distância são proibidas pela legislação – foi dado pelo próprio governo, com a criação da Universidade Aberta do Brasil, em 2005. A instituição tem 180 mil vagas em cursos superiores oferecidos em parceria com universidades federais.

No mês passado, a Universidade de São Paulo (USP), que até então resistia em adotar o modelo, lançou junto com o governo do Estado seu primeiro curso a distância, uma licenciatura em Ciências voltada também para formação de professores. A primeira turma a distância da Universidade Estadual Paulista (Unesp) começou suas aulas neste semestre.

“Os estudantes são atraídos pela versatilidade, modularidade e capacidade de inclusão que a metodologia oferece”, afirma o pesquisador Fábio Sanchez, autor do levantamento e um dos coordenadores do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância. Por outro lado, a modalidade exige autonomia do estudante, porque as aulas são construídas por meio de tecnologias como fóruns de discussão, videoconferências e chats pela internet.

Algumas avaliações também podem ser feitas online, mas as provas devem ser presenciais, assim como parte do conteúdo das aulas e atendimentos com os professores. “A tendência é que a educação presencial e EAD se misturem cada vez mais no futuro”, afirma Sanchez.

Por enquanto, o modelo a distância tem mantido taxas altas de crescimento (50% ao ano, em média), enquanto o avanço da graduação presencial tende a se estabilizar (3,5% em 2008). Além da presença forte no setor público, diversas universidades e faculdades privadas adotaram nos últimos anos o modelo a distância, tanto na graduação quanto na pós.

“A graduação EAD vai crescer cada vez mais porque o presencial não consegue atender todo mundo”, explica Marta Maia, professora da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo e membro do conselho científico da Associação Brasileira de Ensino a Distância. “A modalidade atrai pessoas que trabalham para sustentar a família, têm mais de 30 anos ou que moram em cidades onde não há universidades. E no Brasil há muita gente com esse perfil.”

Desempenho. Na avaliação do o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, o Brasil ainda passa por um processo de aceitação e conhecimento do que é a modalidade. “A EAD é um fenômeno mundial e aqui no Brasil ainda demorou para se estabelecer.” Ele cita o resultado das avaliações do ensino superior conduzidas pelo ministério que mostram desempenho semelhante e em alguns casos superior dos estudantes de EAD em relação ao alunos de cursos presenciais.

Mesmo assim, há resistência de gestores que organizam concursos públicos e conselhos de classe. Em fevereiro, a Justiça Federal suspendeu uma resolução do Conselho Federal de Biologia que proibia a concessão de registro profissional para alunos formados a distância.

Por Mariana Mandelli – O Estado de S.Paulo



Conheça o Youtube EDU – No canal do serviço de vídeos com aulas gratuitas de universidades americanas

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Que tal assistir a aulas e palestras das principais universidades americanas? E o melhor, de graça? Isso já é possível com o Youtube Edu, canal do Youtube dedicado a conteúdo produzido pelas instituições. UCLA, Stanford, Dartmouth e Universidade de Rhode Island são 4 entre as mais de 300 Universidades e colégios presentes por aqui, no espaço que já é o maior da rede quando o assunto é vídeo-aula. Hoje, mais de 65 mil vídeos de 350 cursos diferentes estão disponíveis para qualquer internauta.

E caso você não saiba falar inglês, não tem problema. Com um recurso disponibilizado recentemente pelo Youtube, é possível criar legendas de todos os vídeos em português. Primeiro, clique no botão Closed Caption e selecione a opção “Transcrever Áudio”. A partir de então, tudo o que é falado será transcrito sob a forma de legenda. Agora, clique de novo no botão “Closed Caption”, selecione a opção “Traduzir Legendas” e escolha a opção “Português”. Pronto! Taí o conteúdo exibido de uma forma compreensível para você. É claro que traduções automáticas nunca são perfeitas, mas o recurso já quebra um galho e tanto! Divirta-se em meio às vídeos-aula e incremente o seu currículo!

Clique aqui para conferir mais essa inovação do Google/Youtube.

Fonte: Programa Olhar Digital



Portal EAD do SEBRAE-SP supera expectativas

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O canal de atendimento EAD do SEBRAE-SP voltado para a capacitação em gestão empresarial, supera as suas expectativas. Em apenas 4 meses, o programa já ultrapassou a marca de 9 mil alunos inscritos.

Os primeiros cursos focalizavam empreendedores e pessoas interessadas em abrir um negócio: Desperte seu potencial – Desenvolva suas habilidades; Invista no planejamento – Aproveite as oportunidades; e Desenvolva a sua empresa – É hora de fazer acontecer. Foram lançados em janeiro mais três cursos: Ganhe Mercado, Fluxo de Caixa e o curso Micro empreendedor Individual.



O blog como forma de aprendizado

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Na era tecnológica, é imprescindível o uso das ferramentas on-line para complementação do aprendizado. A maioria dessas ferramentas é gratuita e muito prática de ser utilizada, facilitando ainda mais uso.

O que é o um blog?
O blog é um site cuja estrutura permite a atualização instantânea a partir de cadastro das informações (chamados posts). Estes são, em geral, organizados de forma cronológica inversa, tendo como foco a temática proposta do blog ou qualquer outro assunto de interesse, podendo claro, fazer o uso de feitio informal e até mesmo, criativo. Para tal, não é necessário nenhum conhecimento técnico para toda essa administração.

O blog como forma de aprendizado

Além de o aluno digerir esse conhecimento, o professor poderá interagir com os alunos, convidando-os a participar de pesquisas, enquetes, debate entre outros meios de comunicação.

Ainda com o blog, o professor pode:

• Decorrer atividades complementares;
• Apoio a uma determinada disciplina que tenha um contexto mais complexo;
• Divulgação de notas e pontuações;
• Auxiliar outros alunos, de outras instituções que buscam um aprendizado sério na rede;

Como criar um blog gratuito?

Uma das plataformas mais simples é o Blogger.com. Em apenas algumas etapas de cadastro, o professor já tem liberado o endereço, com toda a flexibilidade para divulgação.

Por fim, sinta-se a vontade para criar e entreter com os alunos de forma bem criativa. Além de estar colaborando com o desenvolvimento e curiosidade tecnológica com o aluno, você estará favorecendo ainda mais a inclusão digital.



Aberta as inscrições para Bolsas de Estudo nos Estados Unidos (IBEU)

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Já estão abertas as inscrições para o programa de bolsas do IBEU (Instituto Brasil Estados Unidos). São oferecidos auxílios para brasileiros interessados em cursar a graduação em universidades norte-americanas. Há oportunidades nas mais variadas áreas do conhecimento.

REQUISITOS PARA INSCRIÇÃO:

1. Ter cidadania brasileira – candidato com dupla cidadania, BRASILEIRA/AMERICANA, não será aceito.

2. Ter idade de 17 a 21 anos. O candidato que completar 22 anos durante o ano da inscrição não será aceito.

3. Concluir o Ensino Médio até dezembro de 2010.

4. Apresentar histórico do Ensino Médio com excelente aproveitamento acadêmico.

5. Encaminhar, através dos códigos 8185 e 2326, o resultado do exame de Inglês TOEFL – score oficial (pontuação mínima: Computer-based 213 pontos, Internet-based 80 pontos, Paper-based 550 pontos).

6. Comprovar, através de carta de banco, que dispõe de um MÍNIMO de US$ 14,000 (catorze mil dólares) para pagamento de despesas pessoais durante o ano (livros, seguro de saúde, manutenção e parte da anuidade da universidade).

7. Ser solteiro (a).

8. Optar por qualquer área de estudo, exceto DIREITO, MEDICINA, ODONTOLOGIA E VETERINÁRIA.

(Veja a justificativa no item 6 em Informações Gerais).

9. Permanecer, obrigatoriamente, no Brasil, durante todo o processo de candidatura e seleção.

A data limite para a inscrição é 30 de abril de cada ano – sem prorrogação.

Para maiores informações e inscrição, acesse ibeu.org.br.



EAD no Brasil – Gostaríamos de sua opinião!

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Gostaríamos de ouvir e discutir de forma perspicaz sobre a educação a distância no Brasil.
Convidamos você, aluno ou não, a compartilhar suas opiniões sobre esse processo de aprendizado.



Os idosos e a educação a distância

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Confira na íntegra e excelente reportagem da edição nº 9, da Revista Dirigida.

Apesar de terem um perfil ideal de adaptação à educação a distância, idosos ainda estão esquecidos quando do planejamento de oferta de cursos na modalidade

Ainda não existem estudos que indiquem quais são as hipóteses corretas. Mas alguns já dão conta que o uso da internet pode ajudar a superar depressão, desamparo e solidão, todos de incidência relativamente comum a idosos. O que é interessante é que a população idosa, na sociedade brasileira, não tem sido prestigiada como público, quando se trata de educação a distância.

Masako Masuda, atual presidente da Fundação Cecierj (Centro de Ciências do Estado do Rio de Janeiro), que abrange o Consórcio Cederj (Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro), dá como exemplo de mudança de perfil a própria história. Professora desde 1970, Masako teve seu primeiro contato com a educação a distância em 2002, “já sexagenária”, como fez questão de frisar, e atua na área desde 2002.

Apesar de não conhecer qualquer levantamento específico sobre faixas etárias na EAD, a professora Masako confirmou a suspeita de que a modalidade costuma, sim, atrair um público mais velho. “Geralmente, nossos alunos (do Cederj) estão acima dos 30 anos de idade e já atuam no mercado de trabalho, embora em alguns casos seja a primeira graduação.”

Pela sua experiência na área, Masako Masuda acredita que a EAD pode e deve ser mais explorada e direcionada a pessoas de idade mais avançada. Na sua opinião, pessoas mais maduras, já aposentadas ou próximas da terceira idade, têm o perfil ideal para se adaptar com maior facilidade à modalidade de ensino, a despeito da prática e habilidade de lidar com as novas tecnologias. “É mais fácil aprender a lidar com o computador do que adquirir disciplina e disposição, fatores fundamentais para ingressar com tranquilidade em qualquer curso de EAD”, disse a presidente da Fundação Cecierj/Consórcio Cederj.

O idoso não deve ser excluído do EAD

Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, considera-se idoso quem completa 60 anos. Nos países desenvolvidos, a idade sobe para 65 anos.

Como cresceu a expectativa de vida dos indivíduos, consequentemente, aumentou também seu período produtivo, esteja ele inserido no mercado formal ou não. Envelhecer pressupõe alterações físicas, psicológicas e sociais no indivíduo. Tais alterações são naturais e gradativas — a alimentação adequada, a prática de exercícios físicos, a exposição moderada ao sol, o controle do estresse, o apoio psicológico, atitudes positivas perante a vida e a estimulação mental, são alguns fatores que podem retardar os efeitos da passagem do tempo.

Nesse último quesito, a EAD poderia ter um papel fundamental a cumprir. Em sua tese de mestrado, o professor José Carlos Belo Rodrigues Jr., que atua no Núcleo de Tecnologias da Educação da Universidade Estadual do Maranhão, abordou essa questão: “Idosos com dificuldades de locomoção adquirem nova mobilidade graças à teleparticipação, uma vez que podem acompanhar de forma virtual reuniões, aulas e fóruns de discussão”.



Segundo especialistas, Modelo a distância é pouco explorado

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O número de pessoas com deficiência no ensino superior a distância também cresceu. Somente entre 2007 e 2008, o aumento nas graduações foi de 340%. Hoje, 603 portadores de necessidades especiais estão cursando a faculdade nessa modalidade de ensino. Eles representam 0,08% das matrículas em ensino a distância (EAD) no Brasil.

Apesar do crescimento, especialistas afirmam que os números ainda são ínfimos para o potencial desse tipo de educação. Para o presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), Fredric Litto, o País ainda caminha lentamente. “Mas o aluno deve ter autonomia, afinco e dedicação aos estudos”, ressalta.

A escassa divulgação da EAD entre os portadores de necessidades especiais, segundo os especialistas, também é outro entrave para o desenvolvimento da modalidade. Para o secretário de Educação a Distância do Ministério da Educação, Carlos Eduardo Bielschowsky, não falta divulgação, mas sim informações sobre o tema. Ele diz que a possibilidade de cursar EAD não significa que a pessoa com deficiência não possa frequentar um curso presencial.

Para o coordenador do Laboratório de EAD da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Fernando Spanhol, a tecnologia a distância rompe as barreiras físicas. “Os recursos existem e as instituições devem se preparar, desenvolvendo dispositivos específicos para cada deficiência.”

O ensino a distância já é visto por alguns educadores como a solução para qualificar pessoas com deficiência para o mercado de trabalho. “As empresas querem cumprir a cota, mas não encontram profissionais para contratar”, afirma o ex-ministro da Educação Carlos Alberto Chiarelli, que preside a Associação da Cadeia Produtiva de Educação a Distância (Aced). Dados do Ministério do Trabalho indicam que existem hoje 323,2 mil pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal – o que significa 1% do total de empregos.

Para Tiago Ortega, de 20 anos, que enxerga apenas com o olho esquerdo, o ensino a distância pode ser uma oportunidade de cursar a graduação. Ele havia interrompido o ensino médio para trabalhar e, agora, cursa uma espécie de supletivo a distância em Curitiba para finalizar os estudos. Para estudar em casa, Tiago usa o computador e um MP4. “Com isso, eu passei a sonhar a fazer uma faculdade de Administração ou de Teologia”, conta.

Créditos / Fonte: Mariana Mandelli – O Estadao de S.Paulo